gariimpo


MiGuXXasSS pÁh SeMpRRiii!
Outubro 30, 2008, 4:03 pm
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Texto para o Tudo de Blog, da Capricho

Acho muito bonito quando esse estilo ‘miguxa’ saí das palavras ocas no Orkut e vira realidade. Nayara e Eloá se conheceram esse ano e foi o bastante para que uma, querendo ou não, arriscasse a vida pela outra. Fora dos noticiários, a vontade de se dar bem é muito maior do que uma amizade verdadeira e pura.
E é por isso que não venero a atitude de Nayara. Gostaria de saber o que leva uma garota de 15 anos a, depois de ser seqüestrada, levar um tiro no rosto e ser informada sobre a morte da melhor amiga, pedir aos médicos a visita do jogador Alexandre Pato. Nayara conseguiu o que poucas garotas dessa idade conseguem: deixou o anônimato – na vida real e no Orkut –, ganhou o posto de “melhor amiga do ano” e se tornou piada nacional. Tudo em menos de duas semanas.



Magali
Setembro 30, 2008, 6:49 pm
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As pessoas acham que quem é magra necessáriamente passa fome, é bulemica ou não é saudável. Quando era pequena costumava ouvir as conversas dos adultos: “Leva essa menina pra fazer exame de sangue! Ela deve estar anemica!”. Se todas as vezes que minha mãe ouvisse isso ela obecesse… Se alguma vez os exames tivessem provado alguma doença…
Os apelidos ‘magéla’, ‘baleia’ e ‘perninha de saracura’ me perseguem. Qualquer resfriado e galera já aproveita pra dizer que não me alimento. Quem disse que quem é magra não sofre?
Antigamente sentia raiva das meninas encorpadas, gostosonas. Hoje são elas que não comem de tudo porque engordaram ou tem medo de engordar.
O fato é que eu como, sim. Chocolate, brigadeiro, pão de queijo, coxinha, refrigerante, leite condensado, panqueca doce e tudo de gostoso que aparecer pela frente. Se como um doce, tenho vontade de salgado. E se como salgado, tenho vontade de doce. Acho que se fosse gordinha continuaria assim.
Se é sorte, eu não sei. Fato é que não encanar com peso (ou falta de) me faz muito mais feliz.

Lei seca: 9,5% de álcool e nada de peso.



Quatro amigas e nenhum jeans viajante
Agosto 28, 2008, 5:17 pm
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Texto para o Tudo de Blog, da Capricho.

Hoje, eu e (quase) todas minhas amigas já amarramos nossos bodes, mas quatro anos atrás não era bem assim. Estávamos na 8a série, e como todo mundo sabe, essa é a melhor época da adolescencia de 99,9% das pessoas. Cada uma de nós tinha um “amor da sua vida”, com o qual iríamos casar, morar na praia, ter filhos e ouvir Carpenters o dia inteiro. Só os nossos “amores” não sabiam disso ainda. E enquanto eles não descobriam, nós conhecíamos todos os tipos de homens que pudessemos nos arrepender de conhecer.

E no meio de tanta gente, ás vezes acontecia de querer conhecer alguém que já tivesse passado por nós. E daí?, dizíamos. Não rolava ciúme, exatamente porque havia respeito uma pela outra, e esse respeito também diz ao menino que gostávamos. Se o pretê era alguém que alguma amiga gostava, esquece.
Amiga divide roupa, sapato, shampoo e até família. Por que não dividir aqueeela pegada?
Sábado, uma dessas minhas amigas vai ficar noiva, e ela já beijou o meu namorido Claro que quando eu nem sabia da existência dele, e muito porque hoje existe respeito tanto por parte dele quanto por parte dela de nem comentar sobre o assunto. Porque aí sim eu teria muuuuuuito ciume.

Comentário da BFF depois de ler o texto: depois da primeira vez que voce fica com a sua amiga por tabela, isso se torna um ato comum, [...] ‘trair e coçar é só começar’, passar pra frente e receber ficantes e ex-ficantes de amigas também



O Jack Sparrow dentro de cada um
Agosto 27, 2008, 11:35 pm
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Texto para o Tudo de Blog, da Capricho

Quantas bandas não usaram o mundo virtual para se lançar? Nxzero alguns anos atrás só era conhecido através do Tramavirtual. Cansei de ser sexy e Bonde do Rolê também. Tropa de Elite causou o furor que causou porque uma cópia do DVD ‘acidentalmente’ vazou. E reza a lenda que quando a Microsoft começou incentivava a pirataria como marketing.
Não adianta ser hipócrita e dizer que baixar arquivos é crime. Quem usa a web à seu favor não sai lesado.
O que artistas, cineastras etc querem é reconhecimento. Certa vez, um escritor me disse que não ganhava dinheiro com a venda de livros, que o lucro vai para a editora, e completou dizendo que se uma obra não vende determinado metro quadrado em certo tempo, não continua na livraria.
Esse papo de que “não pode xerocar livro”, “não pode baixar filme” “não pode comprar DVD/CD falso” pra mim não cola. Primeiro porque no Brasil o acesso a cultura é caro: quando foi a última vez que se comprou um livro por um preço justo? Um CD por menos de R$25? Uma entrada em um cinema legal por menos de R$8?
Não, pra mim não é crime buscar cultura por um preço justo. Crime é cobrar caro por algo que é (ou deveria ser) direito de cidadão.



Camisinha para todos
Julho 10, 2008, 7:30 pm
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Quando ações do governo se misturam com camisinha sempre dá mais polêmica do que devia. Lembram da propaganda da Kelly Key?

Com máquina ou sem máquina, com camisinha ou sem camisinha as pessoas fazem sexo. Não há consciência de que sexo só é seguro de uma forma; e a única preocupação acaba ao término de cada ciclo menstrual. Quem toma anticoncepcional na maioria das vezes toma exatamente para poder ficar livre de camisinha sem engravidar. De quem eu conheço, 9 entre 10 preferem os hormônios à proteção. O acesso à camisinha não leva à conscientização muito menos ao estímulo pelo sexo. A verdade é que são poucos os jovens que usam preservativo porque têm acesso, usam porque não têm outra alternativa, não por respaldo.



Yabba dabba doo !
Junho 29, 2008, 10:16 pm
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Sabe aquele longa animado em que os Jeetsons se encontram com os Flintstones ? Acho que hoje nos sentimos bem assim: ao mesmo tempo que vivemos no futuro, nos vemos na idade da pedra. Entre iPods com mais memória que Steve Jobs poderia idealizar para seus personal computers trinta anos atrás, ainda vemos mulheres sendo mutiladas em suas genitais na África. Se pudesse escolher uma invenção para transformar minha vida, gostaria de ganhar uma Rose, a empregad-robô dos Jetsons. Se pudesse escolher uma invenção para transformar o mundo, pediria que inventassem um jeito do mundo conseguir usufruir de toda essa nossa inteligência para caminhar para o futuro, todos juntos.

Mas hoje, nesse quesito, estamos mais para Astro’s, o cachorro não muito esperto da família do futuro dos anos 60.

Texto para o Tudo de Blog, da Capricho.



Que seja eterno enquanto dure
Junho 17, 2008, 4:26 pm
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Texto para o Tudo de Blog, da Capricho.

Tem coisas que eu não encontro motivos pra galera fazer. Tatuar o nome do namorado/marido é uma delas. Não vou mentir, acho lindo, mas não o faria e não deixaria que fizessem por mim. Não é uma tatuagem quem vai fortalecer um relacionamento. Quem o constrói, todos os dias, são vocês. E essa estória de “eternizar” pra mim não rola. Não é porque o namoro acabou que vai deixar de ser eterno. Os momentos que vocês passaram juntos não mudam, não somem, continuam lá.
Pra sempre.

E não é preciso uma tatuagem pra lembrar disso.


…livre pra voar

Em especial para A.B.



Vida de muleque é vida boa…
Maio 26, 2008, 2:09 pm
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Texto para o Tudo de Blog, da Capricho.

(Eu sei que a chefa sugeriu só uma listinha com o que a gente gostaria que voltasse, mas já estava pensando em um post assim, então a pauta só deu o impulso final)

Sábado arrumei meu quarto ouvindo Sandy e Jr (alguém lembra que acabou ?) e Backstreet Boys.

Ontem, passei a madrugada assistindo Confissões de Adolescente no Youtube. O fantástico mundo de Bob, Cruj, A família Twist (só eu e o namorado lembramos desse !), Blossom (não conheço uma pessoa que não tenha vontade de rever), Caubóis de Moomesa (o namorado que lembrou o nome !), Meena, Big Bag, Quebra-Cabeça, Bumpy, Cinema em casa, Cadê o Léo, Família Dinossauro, Clarissa, Punky, Doug, Rocco, As patricinhas de Beverly Hills, Gasparzinho (o filme, com o Devon Sawa e a Vandinha !), Lendas do Templo Perdido, os bons filmes de suspense que lançaram as caídas continuações de hoje, O Pequeno Príncipe, ir na Americanas comprar o DVD do Menino Maluquinho e não encarar risadas do vendedor (¬¬), cinto de strass, Titanic, Pingu, as pegadinhas de domingo do Silvio Santos, os contos de fadas que passavam na Cultura de sábado e eu não sei o nome (se alguém souber, e-mail me, please !) e mais que tudo: Chiquititas.

Hoje me dei conta de que não, eu não quero que esses programas tenham um revival como as Spice Girls ou os Backstreet Boys. Até porque estes nunca dão muito certo e sao furadas. Quero que eles reprisem, para que eu possa ver ‘O fantástico mundo de Bob’ com meu filho, para que ele aprenda a acreditar em um mundo possível com os heróis de verdade que eu tive. Cantar Mamonas Assassinas sem malícia nenhuma. Para que ele me atormente a gastar 20 reais (da época que 20 reais era MUITO dinheiro) com figurinhas para completar o àlbum das Chiquititas, ou diga que queria ser orfão na ilusão de que em orfanatos as crianças cantam e têm uniformes. Para que ele não precise ligar a TV à tarde e se deparar com fotos de Isabella Nardoni por todos os canais. Para que ele acredite em um mundo mais bonito.

E para que cada vez que a vinheta de Quebra-Cabeça comece a tocar, eu me lembre da época que eu saía da escola, minha mãe comprava oito pãezinhos e uma trufa, chegava em casa e assistia Malhação comigo, eu fazia lição de casa, assistia Quebra-Cabeça, Cruj, Chiquititas, Cocóricó, Chespirito e brincava de Barbie até dormir.

Das férias que se resumiam a assistir ‘Viva a babá morreu !’ na Sessão da Tarde ou ‘Lagoa Azul’ no Cinema em casa. Ler o Almanacão de férias da Mônica e fazer todas as brincadeiras… assistir ‘Super-Xuxa contra o Baixo Astral’ e ‘Edward Mãos de Tesoura’ na casa da vó tomando chá e comendo bolinhos de chuva…

Não ! Eu não quero um revival ! Quero gostinho de infância. Moedinhas e cigarrinhos de chocolate, roupas cor-de-rosa do Looney Tunes e a televisão laranja da minha avó ! Visitar as primas no Rio de Janeiro e ganhar Barbie (da feira) grávida !

Por um Boomerang que realmente reprise programas legais de nossa infância, e não Rebelde ! Por Tv Rátim-Bum e Nick @ nite o dia todo !

#Nota: Pra quem é ou está nostalgico como eu, vale assistir ‘101 reasons the 90’s ruled’ na E!



E que tal "Oportunidade para todos" ?
Maio 16, 2008, 4:30 pm
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Texto para o Tudo de Blog, da Capricho.

Acho muito legal essa estória de Universidade Para Todos, apesar de toda a ironia que esse nome leva nas costas.

Sou contra cotas para negros e não, não há racismo algum nessa afirmação. Pelo contrário, há indignação. Conheço negros com capacidade de estar faculdade, como conheço brancos que não o têm. Dizer que pessoas verdes possuem menos capacidade para estar na universidade é diminuir essas pessoas. E tudo isso não passa de um tipo de violência, de falta de ética. Acredito e defendo que se as cotas fossem para pessoas de baixa renda, aí sim seriam justas. Ser negro não quer dizer que não se tem dinheiro, como ser branco não quer dizer que você jogue dinheiro fora.

Tudo isso se dá porque no Brasil há três opções quando se trata de ensino superior: faculdades privadas com mensalidade absurdamente fora do contexto brasileiro, federais que exigem em seus vestibulares matérias nunca vistas por alunos de escolas públicas ou parar os estudos por falta de opções. Quem não tem renda para faculdade, tão pouco tem para cursinho, vale lembrar. Para mim, o melhores alunos de escolas públicas, deveriam ser os alunos de federais, uma vez que as vagas restantes seriam para vestibulandos de escolas particulares. E digo isso vindo de escola particular. Isso sim é oportunidade para todos.



Noivos em fuga
Maio 15, 2008, 12:22 am
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Para Rafinha Bastos, o casamento é como um funeral: não é à toa que a mulher tá de branco e o homem, de preto. Gracinhas à parte, o que é casamento pra você ?

Engravidei com dezesseis anos, faltando dois meses para dezessete, e des de então, ouço freqüentemente a pergunta: “Eai, vocês vão casar ?”

Quando me ví grávida pensei em casar, e até pedido de casamento rolou, mas um mês depois, minha barriga começou a explodir e eu desencanei de casar explodindo o vestido. Decidimos casar quando as coisas se estabilizassem e eu não estivesse crescendo a cada semana.

O Gui nasceu, está com um ano e quatro meses, minhas calças voltaram a servir e nós, longe de pensar em festa.

Não somos um casal normal. Não somos uma família normal. E isso é longe de ser ruim. Quando me ví grávida tão cedo, sabia que a diferença entre a minha família apressada e algumas outras “normais” seria que eu continuaria dentro de um lar. O que é um papel assinado pelo juíz dizendo que somos casados, uma vez que já temos compromisso maior ?

Quando começaram os tititis pela escola sobre minha gravidez, o que mais ouvi foi gente sem família tentando me fazer culpada por construir a minha. Sinto muito, um papel, um anel, um vestido não me faz melhor nem pior mãe. Para nós, mais que uma casa bonita é uma família feliz, em paz. O dia que não tivermos mais isso, não há porque continuarmos juntos. E ainda separados, sei que seremos uma família. Mais diferente ainda, mas ainda juntos.

E casamento pra nós é isso: união. Se “até que a morte os separe” não vence a menor barreira, não há casamento.

Hoje, quando me perguntam se a gente vai casar, respondo: “Eu já tô casada, né ?”

Texto para o Tudo de Blog, da Capriho.