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Minha avó era uma senhorinha muito trendsetter. Estava sempre com as unhas bem pintadas de algum tom escuro (menos preto! Acredito que um tom tão forte como preto não combinava com uma pessoa tão alto-astral), sempre usando suas jóinhas e sempre bem vestida.
Lembro de uma vez em que uma pessoa muito parecida com ela saiu em uma daquelas sessões de revistas sobre o que não vestir. Riu com a situação, mas deixou bem claro que não tinha nenhuma roupa parecida com aquelas.
Foi minha avó que me ensinou a secar o cabelo e a passar silicone nas pontas – isso em 1999, muito antes de todo mundo fazer isso. E eu acredito que a mania de comprar produtos de beleza em farmácia ou em lojinhas de bairro também tenha vindo dela.
E minha avó vira e mexe comprava em brechós. Ela falava que era ‘roupa de defunto’ (segundo ela, os parentes mercenários de algum falecido vendiam as roupas do morto para brechós) e isso sempre me assustou. Mas, sábia que era, sempre respondia: “Você deve ter medo dos vivos, isso sim. Os mortos estão lá, enterrados”. Estava certa.
Eis que um brechó com nome engraçadinho abriu perto da redação onde trabalho. ‘Era uma vez um gato xadrez’, chama-se. O nome ficou grudado na minha cabeça por um bom tempo e eu cheguei até a sonhar (!!) com ele. Essa semana, estava saindo para cobrir a visita do digníssimo Nosferatu/Sr. Burns, aka José Serra a Carapicuíba (??) quando algo chamou minha atenção na vitrine do tal brechózinho.
Era uma bolsinha no estilo da clássica Chanel. Não era igual, mas parecida. Não queria uma ‘réplica perfeita’ como costumam chamar os chineses da 25 de março, só queria algo parecido, como a bolsa exposta.
Entrei no brechó com um pouco de medo, confesso, mas apesar do cheirinho de coisa velha (gente alérgica é uma desgraça), não me pareciam ‘roupas de defunto’. A dona da loja foi uma querida e me mostrou todos os modelos e cores disponíveis. Ela assegurou que todas eram novas, mas na minha veio uma moeda de 50 centavos e um grampo de brinde.
Ela não passava Visa e eu tive que ir até o caixa eletrônico tirar dinheiro (desde que eu quase fui assaltada as 9h da manhã do lado da faculdade, não ando mais com dinheiro, só com umas moedas e olhe lá).
No fim das contas paguei 15 reais em uma graçiiiiiiinha de bolsa que estou apaixonada e pensando em ir lá comprar mais umas para a coleção. Aliás, R$ 14,50, né? Já que vieram 50 centavos de brinde, hahahaha.

Mischa Barton te despreza!

A maquiagem preta nos olhos e o cabelo estilo ’sessentinha’ viraram hit, mas o visual desleixado virou fantasia de Halloween. Amy Winehouse lançou tendência, mas ao mesmo tempo serve de exemplo para o que nenhuma garota deve fazer e mostra: a linha entre o lixo e o luxo é tênue.

Lição #1: Não fazer mudanças radicais em períodos conturbados
TPM, término de namoro, decepções do cotidiano. São sempre nesse momentos que resolvemos cortar o cabelão na cintura igual ao da Victoria Beckham. E é logo depois que nos arrependemos e tudo acaba ficando pior cada vez que passamos na frente do espelho. Tá na TPM? Brigou com o namorado? Os dedos coçam para ligar pro cabeleireiro? Vá. Faça uma escova, uma hidratação, apare as pontas e faça as unhas. Limite-se a isso. Se quando os nervos voltarem ao estado normal você ainda quiser fazer parte do quadro “Um dia de princesa”, do ‘pograma’ do Netinho de Paula, vá em frente.

Lição #2: Comida também é vida!
Toda mulher acha que deve perder, pelo menos, dois kg. Emagrecer, em boa parte das vezes, é saudável. Parar de comer, não. Tem gente que eu nunca ví se alimentando, fica tapeando a fome com pirulito e bala (que contém açúcar, btw) e depois fica com os ossos da saboneteira saltados iguais aos da Amy. Emagrecer não é deixar de comer, é ingerir alimentos saudáveis e, se o médico autorizar, praticar algum exercício físico. Quando a gente não come direito, a pele fica feia (no caso da Amy, vai saber se é o pó, a falta de comida, ou os cacetes que rolam do namorado), desvitalizada e, por falta de vitaminas, o cabelo começa a cair. Quem quer ficar magra e careca levanta a mão!

Lição #3: Visitar o dentista
Se você tem preguiça de ir ao dentista, imprima a foto acima e coloque em algum lugar visível da sua casa. Duvido que você vai deixar de marcar aquela limpeza com o doutor.

Lição #4: Senso
Vamos combinar uma coisa? Nenhuma criançinha, senhora e nem eu (!) mereço ou quero ver a calcinha de ninguém na rua. Ainda mais se ela for do tipo cordão cheiroso, como chama meu pai. Cofrinho então, deveria ser segredo de Estado.
Ninguém merece usar a cintura logo abaixo dos petchos, mas não é preciso exagerar: a cintura da calça deve ser do tamanho ideal, nem muito baixa, nem muito alta. Antes de comprar, dentro do provador, você abaixa com a calça e vê: se seu cofrinho aparecer, esqueça. O caimento pode ser lindo e ela pode estar em promoção, mas mostrar o “banco central” só é permitido em um lugar, e não é na rua.

Lição #5: Não acredite em bobagens
Diz que não existe mulher feia, existe mulher pobre. Eu digo que o que existe é mulher mal cuidada. Hábitos e cuidados simples, podem garantir resultados inimagináveis. Seu cabelo é ruim? Cabelo não faz caridade. Um bom corte e cuidados transformam qualquer cabelo. As espinhas não dão trégua? Lavar o rosto pela manhã e antes de dormir e usar água oxigenada como tônico, ajuda. Quem se valoriza sabe se cuidar com qualquer orçamento.

Lição #6: sempre tem como melhorar
Amy Winehouse na foto acima? Não! Giselle Itie em ensaio para Revista Trip. Além dela, Isabelli Fontana também fez um ensaio de fotos ‘travestida’ de Amy. Sorte das duas a cantora não ser brasileira e não ter acesso a essas fotos: a inveja rolaria solta e dá-lhe olho grego!
Que Barack Obama virou fashion icon não é novidade nenhuma. Celebs como Sarah Jessica Parker e Beyoncé aderiram as camisetas nada bregas que diziam “Vote Obama” e transformaram a t-shirt em hit: mesmo aqui no Brasil já vi duas meninas usando a camiseta na faculdade.
Não por acaso, a próxima primeira dama Michelle Obama também mostra que, em matéria de moda, seguirá os passos do marido.
Assim como eu, Michelle acredita que se vestir bem não exija gastar rios de dinheiro. Com terninhos de 30 dólares, a primeira dama turbinava os looks com pérolas e acessórios que chamavam atenção pela simplicidade – e desbancava a alta costura de Sarah Palin e Cindy McCain.
Quem sabe o que vestir, fica bem em qualquer jeans de 40 reais. Conhecendo os limites de seu corpo e aprendendo a utilizar acessórios a seu favor, qualquer um pode se vestir bem. Um livro muito bom para isso é o do Esquadrão da Moda. Eu paguei 12 reais o meu, no Extra, faz uns dois meses, então acho que vale a pena dar uma pesquisada antes de comprar.
Ao contrário do que se pensa, Michelle, assim como nós, não tem um personal stylist para decidir o que irá vestir naqueles dias em que o moletom de plush pede para ser usado. Nessas horas, manter a simplicidade pode evitar um desastre. Equilibrio sempre!
Uma coisa que eu acho dispensável são marcas. Pra mim, bons eram os tempos em que a Nike ainda não tinha comprado a All Star e pagávamos 30 reais em um par de tênis. Pagar caro em uma etiqueta é uma coisa. Pagar caro por qualidade é outra. Quando você compra um jeans caro, mas que sabe que ele vai durar o resto da vida mais três dias, como diria minha mãe, vale a pena. Mas é importante saber que não são só em peças caras que encontramos qualidade.
Minha queridinha Sarah Jessica Parker, lançou no ano passado a loja Bitten, que focava em peças inspiradas na alta costura, mas com preços acessíveis. Não é chique vestir uma calça de mil reais e não ter dinheiro para pegar o ônibus. Chique é garimpar (aliás, é daí que vem o nome do blog) e encontrar peças em que o custo/benefício esteja equilibrado. Garanto para vocês que a felicidade de comprar algo bom e barato é muito maior do que estourar o limite do cartão de crédito.

Mesmo depois de 16 anos, o casal Obama troca olhares e carinhos a todo o instante, ao contrário das outras “primeiras-famílias”, que sempre parecem rígidas e com medo de falar mais do que devem. Talvez esteja aí o segredo de Michelle. A família Obama mostra ser mais que aparencias. Sempre me pego acreditando que dentro de casa eles sejam da mesma forma que aparecem na mídia.
Pode parecer um pouco ‘romantizado’ de minha parte, mas acreditem, não é. Sem felicidade não há Chanel ou Dior que levantem uma mulher.
Nem lembro o que nasceu primeiro: o filme ou o seriado tosquinho. Mas lembro que desde a primeira vez que ví o guarda-roupa da Cher (Alicia Silverstone) em Patricinhas de Beverly Hills, descobri qual seria meu sonho de consumo.
Para quem não lembra, nesse vídeo aqui aparece. Ela escolhia as roupas pelo computador e depois o armário “trazia” as roupas escolhidas para frente. Era como brincar de colocar roupa de papel na boneca, mas bem mais divertido.
Apesar de ter um pai programador, ele nunca fez um software com todas as minhas roupas pra mim, mas um jeito legal de fazer isso é com o Polyvore. Acho bem parecido com o Flickr, mas dá pra procurar roupas parecidas com as nossas (tem até Melissa! <3) e montar looks que não pensaríamos em usar só de olhar para o guarda-roupa. E dá pra pensar em combinações antes de comprar, pra já ter uma noção do que quer e não acabar levando a loja toda – ou não. E pra quem não manja muito de montagens, dá pra arriscar pesquisando algumas fotos/objetos. Só queria saber se dá pra uplodear fotos do nosso PC lá, porque daí ficaria ainda mais fácil de montar o seu guarda-roupa online.
E o sonho do armário da Cher vai ficando mais próximo…
O filme e o seriado são bem nonsenses, mas marcaram uma geração. Os vestidos supercurtos que mais parecem baby-doll, viraram febre nos anos noventa (até são citados no #96 do 101 reasons the 90’s ruled, da E!), e não dá pra esquecer o estilo colegial, que depois voltou repaginado em Meninas Malvadas. Acredito que tenha sido do filme que a gíria patricinha apareceu e que ele tenha servido de inspiração para os girl movies da época, como Um crime entre amigas, e mais tarde Legalmente Loira. Apesar de bem tosquinho, vale assistir para algumas risadas e ver a Brittany Murphy como a menina cheinha/feinha e chatinha do grupo.

vintage
Tem trabalho que nem merecia ser chamado de trabalho, né ?
Trabalho da facul pra visitar a redação de um site, quem a gente visita ? Nada menos que Dona Erika Palomino. Bafoooon.
Virei fã da Erika quando fui fazer um ultrassom e peguei uma revista com entrevista da mesma de recheio. Não lembro bem o que ela dizia, mas lembro que eu estava grávida, emocional, sem muitas esperanças da vida quando leio que Erika também teve seu primeiro filho com dezessete anos. Ui ! Se Erika pode, também posso, pensei. Mudou minha vida. No melação.
Lógico que já sabia quem ela era, mas gosto de ter algo em comum com quem admiro, e até então isso não existia. Até então.
Pois bem. Eis que surge Lucia em minha vida. E eis que Lucia torna-se estágiaria de Erika. E lá fomos nós conhecer a redação do site.
A House of Palomino ? Linda. Tooodo o pessoal ? Fofos ao extremo. A Erika ? Sem palavras. Falar com a Erika, mesmo que pouquinho, foi (quase) como falar com meu sonhimpossível Carrie Bradshaw, haha.
melhorimpossivel ;D
Em Hollywood galera tem filho e parece aproveitou a internação pra fazer lipo, né ? Nicole Ritchie, tentando ser menos chata, anunciou que vai lançar uma linha de roupas somente para gestantes. Disse que só usou Balenciaga durante a gravidez (e eu, pobre mortal, só usei legging. NINGUÉM merece aqueles jeans de gestante com uma faixa do Olodum na barriga, e macação é total ew !) e sua marca será uma mistura de Balenciaga e Marc Jacobs.
Resta saber se as roupas terão tamanhos maiores que o de Nicole na gestação:
O AMC Têxtil, dono da Colcci e que também controla a Sommer e a Coca-Cola Clothing, anunciou hoje em coletiva a imprensa a compra das quatro marcas do estilista Tufi Duek, entre elas as mais populares Forum e a Triton, por 250 milhões.
A fusão já era comentada entre os fashionistas desde a edição de inverno 2008 do São Paulo Fashion Week, quando Marcelo Sommer e Lila Colzani, dona da Colcci, haviam vendido suas grifes para o grupo AMC Têxtil.
As quatro marcas de Tufi faturam cerca de 200 milhões ao ano, metade deles somente dos jeans da Forum. O ex dono receberá participação nos lucros até 2025. Segundo fontes, o dono da Ellus também teria feito ofertas pelas marcas.
Será que agora o preço abaixa ? Há !

Você sabia que uma sacola de plástico do supermercado pode levar até duzentos anos para se decompor ?
A idéia de fazer sacolas de tecido em lugar as de plástico é ótima… no papel. Se uma sacola de plástico leva duzentos anos para se decompor, quantos anos um brasileiro com um salário mínimo vai levar para comprar uma sacola de tecido de duzentos reais ? Não faz sentido que em um país como o nosso estilistas ainda percam tempo estilizando sacolas por preços que variam de noventa a trezentos reais e ainda saiam com fama de eco-friends. Eco-friends são aqueles que abrem oportunidades de qualquer um, seja qual for sua classe social, ter a chance de aprender e compreender como ajudar a natureza.
De pouco adianta produzir um desfile ao lado do Tietê em forma de protesto enquanto criam roupas e acessórios ecológicamente corretos por preços grotescos: será preciso ser rico para ajudar o planeta ? Mais do que nunca hoje a moda tem chances de mostrar ser muito mais que corpos magros e rostos maquiados; então quando vai fazê-lo ?





