gariimpo


Para ler ouvindo ‘Put your records on – Corinne Bailey’
Maio 27, 2008, 10:00 pm
Arquivado em: divagando

Gosto de roupas bonitas, mas sou mais feliz de biquíni e chinelo.
Gosto de Coca-Cola, mas prefiro água de coco.
Gosto de salto, maquiagem e roupa social. Mas nada é melhor do que passar o dia todo de pijama vendo desenho animado.
Gosto de conhecer o mundo. O mundo de cada um que fica ao lado meu.
Tenho um milhão de óculos e sapatos e troco todos eles por um jardim de margaridas com céu azul.
Gosto de gente nova, mas no final sempre volto para as velhas, poucas e boas pessoas ao meu lado.
Gosto de piscina, mas é o mar quem sempre me entende.

Posso ter cara de fresca… mas no fundo sou mais simples do que parece.



Vida de muleque é vida boa…
Maio 26, 2008, 2:09 pm
Arquivado em: divagando, nostalgia, tudo de blog

Texto para o Tudo de Blog, da Capricho.

(Eu sei que a chefa sugeriu só uma listinha com o que a gente gostaria que voltasse, mas já estava pensando em um post assim, então a pauta só deu o impulso final)

Sábado arrumei meu quarto ouvindo Sandy e Jr (alguém lembra que acabou ?) e Backstreet Boys.

Ontem, passei a madrugada assistindo Confissões de Adolescente no Youtube. O fantástico mundo de Bob, Cruj, A família Twist (só eu e o namorado lembramos desse !), Blossom (não conheço uma pessoa que não tenha vontade de rever), Caubóis de Moomesa (o namorado que lembrou o nome !), Meena, Big Bag, Quebra-Cabeça, Bumpy, Cinema em casa, Cadê o Léo, Família Dinossauro, Clarissa, Punky, Doug, Rocco, As patricinhas de Beverly Hills, Gasparzinho (o filme, com o Devon Sawa e a Vandinha !), Lendas do Templo Perdido, os bons filmes de suspense que lançaram as caídas continuações de hoje, O Pequeno Príncipe, ir na Americanas comprar o DVD do Menino Maluquinho e não encarar risadas do vendedor (¬¬), cinto de strass, Titanic, Pingu, as pegadinhas de domingo do Silvio Santos, os contos de fadas que passavam na Cultura de sábado e eu não sei o nome (se alguém souber, e-mail me, please !) e mais que tudo: Chiquititas.

Hoje me dei conta de que não, eu não quero que esses programas tenham um revival como as Spice Girls ou os Backstreet Boys. Até porque estes nunca dão muito certo e sao furadas. Quero que eles reprisem, para que eu possa ver ‘O fantástico mundo de Bob’ com meu filho, para que ele aprenda a acreditar em um mundo possível com os heróis de verdade que eu tive. Cantar Mamonas Assassinas sem malícia nenhuma. Para que ele me atormente a gastar 20 reais (da época que 20 reais era MUITO dinheiro) com figurinhas para completar o àlbum das Chiquititas, ou diga que queria ser orfão na ilusão de que em orfanatos as crianças cantam e têm uniformes. Para que ele não precise ligar a TV à tarde e se deparar com fotos de Isabella Nardoni por todos os canais. Para que ele acredite em um mundo mais bonito.

E para que cada vez que a vinheta de Quebra-Cabeça comece a tocar, eu me lembre da época que eu saía da escola, minha mãe comprava oito pãezinhos e uma trufa, chegava em casa e assistia Malhação comigo, eu fazia lição de casa, assistia Quebra-Cabeça, Cruj, Chiquititas, Cocóricó, Chespirito e brincava de Barbie até dormir.

Das férias que se resumiam a assistir ‘Viva a babá morreu !’ na Sessão da Tarde ou ‘Lagoa Azul’ no Cinema em casa. Ler o Almanacão de férias da Mônica e fazer todas as brincadeiras… assistir ‘Super-Xuxa contra o Baixo Astral’ e ‘Edward Mãos de Tesoura’ na casa da vó tomando chá e comendo bolinhos de chuva…

Não ! Eu não quero um revival ! Quero gostinho de infância. Moedinhas e cigarrinhos de chocolate, roupas cor-de-rosa do Looney Tunes e a televisão laranja da minha avó ! Visitar as primas no Rio de Janeiro e ganhar Barbie (da feira) grávida !

Por um Boomerang que realmente reprise programas legais de nossa infância, e não Rebelde ! Por Tv Rátim-Bum e Nick @ nite o dia todo !

#Nota: Pra quem é ou está nostalgico como eu, vale assistir ‘101 reasons the 90’s ruled’ na E!



Welcome to the OC, bitch.
Maio 23, 2008, 10:16 pm
Arquivado em: divagando

Era uma vez uma menina chamada… chamada.. chame-a como quiser. Ela vivia em um mundinho chamado Oz. Era um mundinho pequeninho, como no livro do Pequeno Príncipe, e foi lá que tudo começou.

Como em um seriado adolescente americano, quando se livrou do colegial, viu a chance de conhecer novos mundos. Escolheu um mundo chamado A.M. e partiu para lá. O mundo de A.M. não era seu sonho, mas com o passar dos dias, tornou-se seu refúgio: era mais fácil pular para um mundo – aparentemente – sem problemas do que resolver os seus.

Em uma dessas fugas, alguém fantasiado de solução lhe disse:
- Eu não gosto de dinheiro. Gosto do dinheiro que paga minhas contas e não me deixa passar fome. Mais que isso, vira problema.

A garota gargalhava por dentro quando o ouviu: Não gosta de dinheiro ? Dinheiro demais é problema ? Hahaha. Essas filosofias de gente sem sentido…

Aquele mundo novo parecia o lugar certo. Eram amigos novos, sensações novas e mais: uma garota nova.

Ela nunca havia gostado de Oz: sabia que tinha muito mais a oferecer para o resto dos mundos. E estava certa, só não sabia como os outros mundos poderiam ser.

Os outros mundo eram grandes, como os olhos de quem vivia dentro destes mundos. E nada era o que parecia alí dentro: ninguém era loiro de verdade, esperto de verdade ou tinha peitos de verdade. Os carinhos e abraços não eram de verdade. As palavras também não. Em pouco tempo a garota se viu ‘não sendo de verdade’: não tinha mais olheiras porque o corretivo cobria bem, não tinha problemas porque os problemas ficavam em outro mundo, não tinha amigos porque os amigos também ficaram em outro mundo.

E um dia, ela pôde ver: nada daquilo era real.

- Eu não gosto de dinheiro. Gosto do dinheiro que paga minhas contas e não me deixa passar fome. Mais que isso, vira problema, disse aliviada.



E que tal "Oportunidade para todos" ?
Maio 16, 2008, 4:30 pm
Arquivado em: tudo de blog

Texto para o Tudo de Blog, da Capricho.

Acho muito legal essa estória de Universidade Para Todos, apesar de toda a ironia que esse nome leva nas costas.

Sou contra cotas para negros e não, não há racismo algum nessa afirmação. Pelo contrário, há indignação. Conheço negros com capacidade de estar faculdade, como conheço brancos que não o têm. Dizer que pessoas verdes possuem menos capacidade para estar na universidade é diminuir essas pessoas. E tudo isso não passa de um tipo de violência, de falta de ética. Acredito e defendo que se as cotas fossem para pessoas de baixa renda, aí sim seriam justas. Ser negro não quer dizer que não se tem dinheiro, como ser branco não quer dizer que você jogue dinheiro fora.

Tudo isso se dá porque no Brasil há três opções quando se trata de ensino superior: faculdades privadas com mensalidade absurdamente fora do contexto brasileiro, federais que exigem em seus vestibulares matérias nunca vistas por alunos de escolas públicas ou parar os estudos por falta de opções. Quem não tem renda para faculdade, tão pouco tem para cursinho, vale lembrar. Para mim, o melhores alunos de escolas públicas, deveriam ser os alunos de federais, uma vez que as vagas restantes seriam para vestibulandos de escolas particulares. E digo isso vindo de escola particular. Isso sim é oportunidade para todos.



I’m not a plastic HEAD – A Saga
Maio 16, 2008, 4:12 pm
Arquivado em: opinativo

Sou do tipo que critíca o mundo noventa por cento do tempo, mas hoje sou obrigada a elogiar e o faço muito feliz. No post do dia trinta e um de janeiro, critiquei o preço de sacolas de supermercado retornáveis, e hoje fiquei muito feliz quando ví no Wall Mart essas sacolas à venda. De primeira, rí internamente: “Rá ! Vamos ver o preço !” (nota: vale lembrar que eu converso sempre com o gerente do supermercado, que vive ligando aqui em casa graças à minhas críticas constantes na caixinhas de sugestões) Ví, e surpresa enxi o carrinho com três.

As sacolas são ótimas, de material ecológico e custam dois reais. Foram usadas três delas em uma compra grande, onde só o pão de forma ficou na nostálgica sacolinha de plástico para não amassar. E para quem não gosta de ser ecologicamente correto, pense no tempo que leva para descarregar o carro com dezenas de saquinhos plásticos versus três sacolas grandes.

Quem gostou da idéia, dizem as boas línguas que o Carrefour também têm e que estas só serão vendidas durante esse ano.



Noivos em fuga
Maio 15, 2008, 12:22 am
Arquivado em: tudo de blog

Para Rafinha Bastos, o casamento é como um funeral: não é à toa que a mulher tá de branco e o homem, de preto. Gracinhas à parte, o que é casamento pra você ?

Engravidei com dezesseis anos, faltando dois meses para dezessete, e des de então, ouço freqüentemente a pergunta: “Eai, vocês vão casar ?”

Quando me ví grávida pensei em casar, e até pedido de casamento rolou, mas um mês depois, minha barriga começou a explodir e eu desencanei de casar explodindo o vestido. Decidimos casar quando as coisas se estabilizassem e eu não estivesse crescendo a cada semana.

O Gui nasceu, está com um ano e quatro meses, minhas calças voltaram a servir e nós, longe de pensar em festa.

Não somos um casal normal. Não somos uma família normal. E isso é longe de ser ruim. Quando me ví grávida tão cedo, sabia que a diferença entre a minha família apressada e algumas outras “normais” seria que eu continuaria dentro de um lar. O que é um papel assinado pelo juíz dizendo que somos casados, uma vez que já temos compromisso maior ?

Quando começaram os tititis pela escola sobre minha gravidez, o que mais ouvi foi gente sem família tentando me fazer culpada por construir a minha. Sinto muito, um papel, um anel, um vestido não me faz melhor nem pior mãe. Para nós, mais que uma casa bonita é uma família feliz, em paz. O dia que não tivermos mais isso, não há porque continuarmos juntos. E ainda separados, sei que seremos uma família. Mais diferente ainda, mas ainda juntos.

E casamento pra nós é isso: união. Se “até que a morte os separe” não vence a menor barreira, não há casamento.

Hoje, quando me perguntam se a gente vai casar, respondo: “Eu já tô casada, né ?”

Texto para o Tudo de Blog, da Capriho.



Dicas para o feriado sem-graça.
Maio 2, 2008, 9:28 pm
Arquivado em: dica

Daí a “audiência” começa a pedir atualizações… e a voz do povo é a voz de Deus, não é Mia ? Haha.

Ando um pouco passiva em relação a internet nos últimos dias e acabei descobrindo algumas coisas boas em meio à esse caos e informações que é o Google. Primeiro o blog Truques de Maquiagem. Escrito por uma maquiadora profissa, apesar do nome o blog fala sobre tudo que diz respeito à beleza. Dá pra ler todo o arquivo e sair expert desse feriado chuvoso.

E a segunda dica vem de dentro do Truques de Maquiagem. Um vídeo postado pela autora era do Youtube da Ford Models. Acontece que a Ford deixou de ser apenas uma agência de modelos e passou a colocar vídeos de suas contratadas (tanto as modelos como as stilers e maquiadoras) dando dicas. Os vídeos vão de modelos dando dicas de posições de Yoga para concentração à dicas de maquiagem e lanches rápidos. Recomendo os vídeos de Beauty tips, que contém dicas simples das modelos com produtos de fácil acesso por aqui. Eu já ví até a décima nona página, haha. Vale conferir.