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Ao mesmo tempo em que temos estampado nos jornais um exemplo hediondo de pais, o qual deixa crianças confusas e desconfiadas até mesmo de quem as gerou, temos também a família de Alexandre Nardoni.
O pai de Alexandre, Antônio Nardoni, advogado, recebeu a notícia da queda de Isabella antes mesmo do resgate e trata o caso como trataría um caso qualquer, levado a seu escritório. Dá entrevistas e afirma que o filho e a madrasta não mataram a menina.
A irmã, suspeita de cúmplice também conversa com a mídia e vira-e-mexe está em algum programa shownalista e também afirma que o irmão não cometeu crime algum.
Não há declarações da mãe.
O que acho até certo ponto ironico é como uma família consegue ser e não ser tão unida ao mesmo tempo. Não se sabe quem matou Isabella, mas todas as evidências correm para que os assassinos tenham sido Anna Carolina Jatobá, madrasta, e o pai. Caso os dois realmente tenham feito tudo o que é dito pela mídia, a única coisa que vai me chocar é o fato de que o avô permaneceu sabendo do crime sem fazer nada a respeito.
Mais do que um pai, que supostamente vê a mulher enforcando a filha e nada faz, me choca o fato de um avô permanecer imune diante disso. Como um avô lida com a morte da neta tão friamente ? Como um avô luta a morte da neta tentando livrar a cara do filho ? Dizem que amor de pai e mãe é amor maior do mundo. Nego. Amor de vô e vó é duas vezes maior.
Por vezes, me coloco no lugar de Alexandre e imagino se fosse eu. Meu pai não abriria as portas de casa caso tivesse jogado meu filho do sexto andar. E isso não o faz menos pai, mas sim mais avô. Me pergunto o que leva alguém a encobrir o filho quando este supostamente causou a morte da neta.
Nem Capote saberia o que dizer.
Quando o jornalísta deixa de fazer notícia para virar notícia
Acho muito irônico certas coisas. Cinco dias atrás a vida da família de Isabella Nardoni era invadida pela mídia. Domingo a Record retratou e ápice do jornalísmo puro: o que a família Nardoni havia comprado no supermercado com imagens ao-vivo de alguém colocando as compras do carro para dentro da casa era a pauta do momento. Quarta-feira o jogo virou.
Agora a vida do jornalísta Roberto Cabrini é invadida. Entre as manchetes, estão: Idosa leva livro de auto-ajuda a Cabrini na prisão’; ‘Delegado diz que cela de Cabrini não tem boas condições de higiene’; ‘Mulher diz ser amante de Cabrini em depoimento’, entre outras. Quão relevante é tudo isso ? Digam-me qualquer coisa que não envolva os nomes Cabrini e Nardoni.
Segundo o jornalísta e a assessoria da Record, o Cabrini estava fazendo uma reportagem investigativa. Pouco me importa. Jornalísta não é Deus. Não aprendemos na faculdade a usar cocaína para conseguir informações. Muito menos munir-se com dez papelotes da droga para isso.
Deixo com a voz da experiência, Noblat: “Quer dizer que o código [de ética] impede em determinadas circunstâncias que se publiquem reportagens capazes de repercurtir intensamente ? E de vender jornal ? A resposta é sim. E a razão, muito simples: em alguns casos, o repórter só obtém informações se deixar de lado o comportamento ético ditado por códigos profissionais ou pela própria consciência. A ética deve permanecer até mesmo sobre a obrigação que tem um jornal de revelar o que possa interessar o leitor.
[...]
Costumamos dizer que, enquanto médico pensa que é Deus, jornalísta tem certeza. Jornalísta não é Deus. Não está dispensado de respeitar a Constituição e as leis do país. Não tem mandato conferido por ninguém para atuar ao arrepio de códigos e normas socialmente aceitas. A denúncia de um ato criminoso não justifica a prática criminosa.”
Precisa de mais ?
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Não. O mundo não é feito desses dois tipos de meninas. Carrie, as usual, está certa. Existem as simple girls, e as Katie girls.
E é sempre mais fácil escolher as simple girls. Elas têm cabelo liso e quando não o têm, fazem progressiva e dormem em pé pra não amassar o cabelo. Os cantores semi-alternativos fazem músicas com o nome delas, e todas colocam no perfil do Orkut. E enxem as legendas de frases feitas pelo Google. Geralmente têm tatuagens para se definir “diferente”. São elas fadas, borboletas ou estrelinhas. Na barriga, no ombro ou atrás da orelha.
Elas não usam sobreposições, ficam com jeans e camiseta. E a bota-rave pata de bode. O nome já diz: bota-rave. Mas elas vão para qualquer lugar com o calçado. Elas seguem tudo que diz a moda, fique a moda boa ou não em seu corpo. E usam brinco de argola. O tempo todo.
Não são feias. Mas nada que seja imbatível. E têm barriga. Nada contra barriga. Tudo contra expôr a sua. Nunca tiveram cabelo curto e passam horas bronzeando na praia.
Utiziliam de muitas exclamações quando escrevem. Provavelmente fariam faculdade de Administração, Turismo ou algo do gênero. Não seriam jornalistas. “Porque é muito difícil, concorrido” dizem. Elas não têm problemas. Não têm problemas porque não se arriscam. Não apostam com a vida, sendo assim, não perdem. Não aprendem. Talvez não sejam frágeis, só não tenham aprendido a viver ainda.
Não têm nomes, têm sílabas. São elas: Dá, Dé, Cá, Bá, Bé, Bi. Cu.
…e é sempre mais fácil escolher por elas. Porque nós, aqui do outro lado não somos superiores, nem achamos ser, mas nós aprendemos que o mas fácil não tem graça, que nem sempre as maçãs do topo estão saborosas e que uma vida sem problemas é uma vida sem graça. EASYCOMEEASYGO. Do contrário faríamos faculdade de ADM e nos contentaríamos com o pouco, o básico e o bege.
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Acredito que exista dois tipos de garotas: as que se conformam, e as que correm atrás do que querem.
O problema… é quando estamos entre essas duas garotas. Ir embora… ou ficar..?
- I don’t get it.
- And you never did.
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“Jamais esquecerei meu aflitivo contato com a eternidade.
Quando era muito pequena ainda não tinha provado chicletes [...]
Afinal, minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola, me explicou:
- Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
- Como não acaba ?
- Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. [...]
- …acabou se o docinho. E agora ?
- Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer o por quê. comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem da bala eterna me enxia de medo, como se tem diante a idéia de eternidade ou infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chiclete mastigado cair no chão.
[...]
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada com a mentira que pregara dizendo que o chiclete caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.”
- Clarice Lispector
Tem trabalho que nem merecia ser chamado de trabalho, né ?
Trabalho da facul pra visitar a redação de um site, quem a gente visita ? Nada menos que Dona Erika Palomino. Bafoooon.
Virei fã da Erika quando fui fazer um ultrassom e peguei uma revista com entrevista da mesma de recheio. Não lembro bem o que ela dizia, mas lembro que eu estava grávida, emocional, sem muitas esperanças da vida quando leio que Erika também teve seu primeiro filho com dezessete anos. Ui ! Se Erika pode, também posso, pensei. Mudou minha vida. No melação.
Lógico que já sabia quem ela era, mas gosto de ter algo em comum com quem admiro, e até então isso não existia. Até então.
Pois bem. Eis que surge Lucia em minha vida. E eis que Lucia torna-se estágiaria de Erika. E lá fomos nós conhecer a redação do site.
A House of Palomino ? Linda. Tooodo o pessoal ? Fofos ao extremo. A Erika ? Sem palavras. Falar com a Erika, mesmo que pouquinho, foi (quase) como falar com meu sonhimpossível Carrie Bradshaw, haha.
melhorimpossivel ;D
Eu sei que Madonna é sempre bapho quente no pescoço, mas tá rolando que o clipe de “4 minutes” vazou e eu nem tenho vontade de ver.
Por que ? Porque vai ser que nem em 2006: galera loouca pra ver o clipe, depois a gente en-joa (nem tanto, vai) de ver Madge o tempo todo em todos os lugares que cabem um clipe.
(Será que com o tudibom-Justin, também vai ser assim ?)
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Ás vezes tanta coisa se passa pela minha cabeça que facilmente esqueço de respirar. E acabo nem sentindo falta do movimento toráxico.
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Texto para o Tudo de Blog, da Capricho
O que você faria para ver a estréia do filme de “Sex and the City”?
Uma fã japonesa desembolsou 52 mil dólares (cerca de 90 mil reais) em um leilão e vai realizar o sonho dos fãs da série. A loucura foi por uma boa causa: o dinheiro irá para a organização de caridade Oxfam.
Segundo a US Magazine, além de conferir o filme, a sortuda endinheirada ainda vai ganhar um par de sapatos Jimmy Choo – grife que já foi usada por Carrie na série – e conhecer a atriz Kristin Davis, a Charlotte.
Tenho a impressão de que hoje em dia as pessoas vêem celebridades como deuses. Talvez me falte dinheiro ou mesmo sensibilidade, mas não pagaria um centavo para conhecer artista nenhum, de verdade. Claro que quando criança sonhei em fazer parte das Chiquititas, ser melhor amiga da Sandy e morar com a Xuxa, mas hoje não tenho essas nóias, talvez tenha aprendido a dar valor a outras coisas, ou talvez tenha perdido a fé no ser humano: pra mim no final do dia somos todos iguais. Na minha fase “eu quero ser como fulano”, meu avô costumava dizer que no fim todo mundo era enterrado e comido pelos mesmos “bichos” sete palmos abaixo. Todo esse realismo era demais para minha cabeça na época. Hoje, não.
Pouco tempo atrás, rolou pela internet fotos de Kristin Davis fazendo sexo, assim como todos seres humanos fazem, quer prova maior de humanidade da parte de Kristin ?
Não gastaria grana para conhecer alguém, mas por um par de Jimmy Choo… aí sim, hein ?

